Qual é o jeito certo de criar os filhos?

Como você cria seus filhos? Você é do grupo das mães boas ou do grupo das mães más? Como saber se você está no caminho certo?

maeboaouma

Toda mãe quer o melhor para seus filhos e quer acertar na hora de criá-los. Por isso a cada dia se multiplicam o número de blogs, revistas, livros e vizinhas que querem te dizer como você deve criar seus filhos, e qual o jeito certo de fazer isso.

O problema é que cada um te fala uma coisa diferente e é impossível seguir dois caminhos quando existe uma bifurcação.

Há algum tempo notei um aumento no número de mães que optam por criar seus filhos “à antiga”, abandonar a carreira, se dedicar exclusivamente à maternidade, proibir a televisão, ser o mais natural possível em alimentação, vestuário e até voltar a utilizar as fraldas de pano que são mais ecológicas. Em seus blogs relatam a maternidade como o paraíso e transbordam alegria para todas as querem ler.

Por outro lado, surgem o grupo das mães que não conseguem e não querem fazer o mesmo, e resolvem assumir a etiqueta de “Bad Mother” com bom humor e contar as dificuldades da maternidade. Presentes no exterior há vários anos e com grande número de adeptadas, começam a surgir também no Brasil às mães que optam por assumir com sinceridade seus reais sentimentos. Alvo de muitas críticas algumas vezes, essas mães optaram por revelar o lado do “padecer no paraíso”.

Não tenho nada contra nenhuma das correntes, e sigo os dois lados de perto e com atenção. Só me incomoda que às vezes os textos (dos dois lados), acabam fazendo as leitoras se sentirem mal ou culpadas, por não conseguirem ou não poderem seguir suas recomendações.

Me dou muito bem com minha Sogra, assim como com minha mãe. E outro dia, conversando com ela, e ela contando como eles faziam diferente antigamente (dar mamadeira de madrugada, com a criança dormindo, dormir no quarto dos pais até os X anos, o banho era tal hora, etc e tal), ela me perguntou: “Então a gente fazia tudo errado?”

Para minha sorte a resposta eu já conhecia e estava na ponta da língua: “Não tem jeito certo ou errado de criar os filhos, cada um cria do seu jeito.” E realmente penso assim, tentamos criar nossos filhos da maneira que achamos que será melhor tanto para a criança quanto para os pais.

Somos uma família e devemos buscar o bem estar de todos. Não apenas o da criança. Ela é sim nossa prioridade nesse momento de nossa vida, mas não precisamos abandonar nossas vidas, gostos ou profissão por isso. Afinal, criamos sim os filhos para a vida, e um dia eles terão suas próprias prioridades, seus próprios gostos e terão enfrentar as dificuldades da vida. E queremos que eles estejam preparados para tudo isso.

Não gosto de extremos, de verdades absolutas, de certo ou errado, de faz bem ou faz mal, de 8 ou 80, de sempre ou nunca, de branco ou preto, de esquerda ou direita, de tudo ou nada, de cedo ou tarde, de 0 ou 100%.

Prefiro os tons de cinza, as cores. Prefiro aprender com os erros e vibrar com os acertos. Entre o 8 e o 80 está o 36, e qual o problema com ele? Porque não optar pelo 50%? Meio-dia não me parece cedo, nem tarde. Talvez, às vezes e quem sabe, podem ser melhores que sempre ou nunca. Entre a esquerda e a direita, prefiro seguir reto, e ir sempre em frente. Excessos e Exageros me fazem mal. Escolho ficar em cima do muro, porque para isso é preciso equilíbrio, e é disso que o mundo precisa. Pessoas equilibradas, que saibam lidar com as situações e se adaptar quando é preciso. O mundo muda e não podemos fechar os olhos à isso, mudamos junto.

Então, como faz uma mãe para saber se está no caminho certo?

Prefiro medir pelo grau de felicidade. Se você está feliz, seu filho está feliz e crescendo saudável (que é o principal), e sua família está “completa”. Então, sim, você está criando seu filho do jeito certo. Não permita tudo e não proíba nada. Não deixe chorar até cansar e não se desespere ao primeiro gritinho. Não se sinta culpada porque você precisa ou quer trabalhar e ter sua própria vida. Ache seu ponto de equilíbrio e o seu próprio jeito certo de criar os filhos.

E por último, “filtre” o que você lê. Não devemos acreditar e fazer tudo o que nos é recomendado. A única obrigação de toda mãe é amar muito seu filho. Temos nossos próprios conceitos, caráter e nossa vida. Só você sabe o que é melhor para vocês. Ame muito seu filho e aproveite ao máximo o tempo que você tem com eles (seja pouco ou seja muito), pois eles crescem, e rápido.

Um abraço de mãe (nem boa, nem má),

Fernanda

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